Resumo
Nenhuma tecnologia, por mais sofisticada, substitui o encontro entre profissionais e usuários. A revolução digital não pode se tornar uma revolução da frieza. Cabe à enfermagem, ciência do cuidado que historicamente combina técnica e sensibilidade, garantir que as inovações sirvam para ampliar o tempo de diálogo, não para encurtá-lo; para dar voz aos mais silenciados, não para calá-los ainda mais. Convidamos leitoras e leitores a mergulharem nos artigos desta edição com olhar ativo e coração crítico. Que as páginas que seguem inspirem novas práticas, novas pesquisas e, sobretudo, um cuidado cada vez mais tecnologicamente inteligente e radicalmente humano.
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