Qualis/CAPES  B1 (2021-2024) Google Scholar   Citations: 922   |   h‑index: 13   |   i10‑index: 25   |   h5‑index: 66   |   h5‑median: 8 Impact: CUIDEN 0.107 RIC est.  SJIF 3.138 (2021)
Caracterização epidemiológica de partos e nascimentos: estudo ecológico com base em um sistema de informação
PDF
PDF (English)

Palavras-chave

Parto Humanizado
Sistema de Informação em Saúde
Nascimento Vivo
Cuidado Pré-Natal
Epidemiologia Descritiva

Como Citar

1.
Machado ACJ, Alves E de S, Domingo FB de O, Lopes FCC, Ribeiro A da S, Marta CB, Ribeiro R da S, Silva PO da, Araújo BBM de, Silva RO de C da. Caracterização epidemiológica de partos e nascimentos: estudo ecológico com base em um sistema de informação. Glob Acad Nurs [Internet]. 13º de agosto de 2025 [citado 18º de maio de 2026];6(2):e479. Disponível em: https://www.globalacademicnursing.com/index.php/globacadnurs/article/view/591

Resumo

Objetivou-se atualizar a caracterização epidemiológica de partos e nascimentos no Rio Grande do Norte entre 2012 e 2022, utilizando dados secundários do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC). A metodologia consistiu em um estudo ecológico com abordagem quantitativa, analisando variáveis maternas, neonatais e espaciais por meio do TabNet (DATASUS) e Excel. Os resultados mostraram 507.611 nascidos vivos no período, com predominância na região metropolitana de Natal (mais de 50% dos partos). A maioria das mães tinha entre 20 e 29 anos (49,1%), 8 a 11 anos de escolaridade (55,5%) e realizou sete ou mais consultas de pré-natal (64,6%). Quanto ao tipo de parto, 62% foram cesáreas, ultrapassando a recomendação da OMS. Os recém-nascidos apresentaram peso adequado (64,7% entre 3.000-3.999g) e Apgar satisfatório (87,4% com 8-10 no 1º minuto). As anomalias congênitas foram subnotificadas, indicando falhas no preenchimento da Declaração de Nascido Vivo. A discussão destacou a necessidade de melhorias na assistência obstétrica, redução da medicalização excessiva do parto e fortalecimento do pré-natal. Conclui-se que, embora haja avanços na cobertura pré-natal, persistem desafios como a alta taxa de cesáreas e a subnotificação de anomalias, exigindo políticas públicas mais eficazes para garantir uma assistência humanizada e baseada em evidências.

https://doi.org/10.5935/2675-5602.20200479
PDF
PDF (English)

Referências

Oliveira GP, Takamatsu TCS, Santos MR, Cabanha RSCF, Carmiati TSM, Loureiro NRGO, et al. Programa de Humanização no Pré-Natal e Nascimento: integração das políticas públicas na promoção da maternidade segura. Contribuciones a las Ciencias Sociales. 2024;17(1):5085-94. DOI: 10.55905/revconv.17n.1-303.

Carvalho IS, et al. Caracterização Epidemiológica de Partos e Nascimentos: Estudo Ecológico com Base em um Sistema de Informação. Revista de Enfermagem UFPE online. 2014;(8):616. DOI: 10.5205/reuol.5149-42141-1-SM.0803201416.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Panorama do Censo 2022 [Internet]. 2022 [cited 2024 Jun 01]. Available from: https://censo2022.ibge.gov.br/panorama/

Ministério da Saúde (BR). DATASUS. Nascidos Vivos desde 1994 [Internet]. [cited 2024 May 31]. Available from: https://datasus.saude.gov.br/nascidos-vivos-desde-1994

Governo do Estado do Rio Grande do Norte. Secretaria de Saúde Pública [Internet]. [cited 2024 Jun 01]. Available from: http://www.saude.rn.gov.br

Creative Commons License

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.

Copyright (c) 2025 Global Academic Nursing Journal

Downloads

Não há dados estatísticos.