Resumo
O presente estudo objetiva analisar o discurso social sobre o feminicídio e a ineficiência das políticas de proteção durante a crise sanitária da COVID-19 (2020-2021) e a sua persistência nos indicadores oficiais de 2025. A pesquisa adota um delineamento qualitativo e documental, o qual integra a sociologia crítica, os estudos do feminismo negro e as tecnologias de ciência de dados. A metodologia pauta-se na extração de publicações do Twitter, processadas no ambiente Google Colab através da linguagem Python. A auditoria digital aplicou o algoritmo de Processamento de Linguagem Natural BERTopic para a modelagem de tópicos, agrupando os dados em treze classes temáticas. Os resultados evidenciam a falência estrutural dos fluxos de atendimento e a consolidação das redes sociais como instâncias de resistência política. A análise revela o impacto prático da inconstitucionalidade da legítima defesa da honra (ADPF 779) e a atuação de uma seletividade racial que afeta as mulheres negras. Conclui-se que o endurecimento penal apresenta limites práticos, exigindo o fortalecimento de redes de apoio e autonomia.
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