Resumo
Objetivou-se compreender a atuação das enfermeiras obstétricas na assistência ao trabalho de parto e parto, de risco habitual, em unidades hospitalares. Estudo qualitativo realizado em duas maternidades públicas especializadas de médio porte do município do Rio de Janeiro com 23 enfermeiras obstétricas com experiência na área. A coleta se deu por meio de entrevista semiestruturada. Realizada a Análise de Conteúdo por Bardin. A pesquisa foi aprovada por dois Comitês de Ética e Pesquisa (pareceres 4.333.114/4.387.593). Emergiram duas categorias: ‘como manda o figurino: a atuação da enfermagem obstétrica’ e ‘sobre e sob resistência: a autonomia dos enfermeiros obstétricos’. Observaram-se apontamentos realizados pelos profissionais sobre sua atuação e autonomia na assistência à mulher no trabalho de parto e parto e os reveses enfrentados no cotidiano desta assistência em âmbito hospitalar. Conclui-se que as participantes reconhecem a importância do cuidado humanizado e abordam um conjunto de medidas pautadas, por exemplo, no acolhimento, escuta, orientações e tecnologias não farmacológicas. Também entendem a atuação respaldada pela Lei n.º 7.498/86 e pelo Código de Ética do Profissional, garantindo autonomia e liberdade de atuação.
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