Resumo
Objetivou-se analisar e descrever o impacto do racismo estrutural nos índices de mortalidade materna de mulheres negras no Brasil. O estudo foi realizado por meio de uma revisão bibliográfica, com abordagem qualitativa, utilizando artigos científicos, publicações oficiais e materiais acadêmicos. Evidencia-se que o racismo estrutural, manifestado nas práticas institucionais e no racismo obstétrico, contribui para que mulheres pretas e pardas estejam mais expostas a mortes maternas evitáveis. Assim, destaca-se a importância da equipe multidisciplinar para a promoção de um cuidado humanizado e antirracista. É imprescindível que os profissionais de saúde estejam capacitados e sensíveis às especificidades sociais, raciais e culturais dessas mulheres, contribuindo assim para a redução das desigualdades nos desfechos maternos. Este estudo reafirma a urgência da formulação e efetivação de políticas públicas que reconheçam o impacto do racismo na saúde materna e que sejam voltadas para a garantia dos direitos dessas mulheres. Recomenda-se que futuras pesquisas aprofundem estratégias de combate ao racismo obstétrico.
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