Resumo
Objetivou-se identificar, na literatura mundial, diretrizes para o uso da aromaterapia no parto e elaborar uma recomendação para o manejo seguro. Trata-se de uma revisão de escopo. As bases utilizadas foram BDTD, BVS, Biblioteca Cochrane, PubMed, SciELO e SCOPUS. Critérios de inclusão: estudos publicados nos últimos 5 anos. A seleção dos estudos foi realizada por dois avaliadores independentes, norteados pela questão da pesquisa, construída através da estratégia PCC (População, Conceito, Contexto). Oito registros atenderam ao objeto da pesquisa, 38% brasileiros, 38% orientais e 25% ingleses. Foram identificadas categorias de elegibilidade e inelegibilidade ao uso da aromaterapia, óleos essenciais contraindicados, manejo seguro, características físicas e estocagem, precauções e óleos essenciais indicados. Conclui-se que a enfermagem obstétrica tem previsão legal para a capacitação em aromaterapia, sendo capaz de atingir resultados esperados no parto, e minimizar a ocorrência de efeitos adversos como alergias, dermatites, alterações de sinais vitais, alterações psicoemocionais negativas, náuseas e dores-de-cabeça. Para tanto, elaborou-se uma recomendação de uso dos OES no parto.
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